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Paratletismo: Um esporte de esforço, dedicação e treino

Saiba como um atleta paralímpico do Paraná banca seu próprio treino para representar bem o estado na modalidade

Eduardo França treina pesado para sonhar com uma Paralimpíada. - Foto: Pedro Saraiva

                O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física, visual ou intelectual. O atleta de 41 anos, Eduardo França, mora em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba e representa o Paraná no atletismo em cadeira de rodas.
                França iniciou sua trajetória no esporte em 2005 pelo basquete em cadeira de rodas. Três anos depois decidiu sair da modalidade. No começo de 2009 descobriu o atletismo e desde lá vem representando o Paraná e o Brasil, mantendo o primeiro lugar no regional e nacional.
                O atletismo paralímpico envolve provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional. Nas corridas, os atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas, como é o caso do Eduardo.
                No começo de sua carreira, França utilizava uma cadeira de rodas convencional para disputar as provas. Hoje já possui uma cadeira própria para atletismo, projetada para corridas em cadeira de rodas, “Na época quando eu comecei a correr, não tinha cadeira de atletismo, tinha que correr com cadeira normal, em um corrida de 10 Km, estava eu lá correndo com a cadeira normal” explica o atleta.
                O patrocínio é algo essencial para o atleta. Ele destaca a parceria fechada com o Sesc Paraná há 2 anos atrás, “me ajuda muito, nas despesas pessoais, competições e viagens”. Ressalta ainda o espaço liberado pela Academia Kall Fitness (local onde ocorreu a entrevista) para que ele possa realizar seus treinos.
                As principais competições são as provas paraolímpicas disputadas em pistas. Hoje França se encontra em segundo lugar no brasileiro na prova de 10 mil metros, em primeiro lugar no Paraná nas provas de 100, 200 e 400 metros. As maratonas são 42 km de rua e são as provas que exigem mais resistência, enquanto as de pistas exigem maior explosão.
                O atleta destaca que a mídia sobre o esporte paralímpico é fraca, “Quando vem uma olímpiada você não vê uma parte paralímpica se destacando tanto quando a olímpica”. As premiações no Brasil para o atletismo também são muito diferentes. Um atleta convencional ganha aproximadamente 4 mil reais por provas, já o paralímpico é difícil a premiação passar de mil reais.
                França destaca que não consegue viver apenas do esporte e que é difícil achar patrocínios, “ No Brasil é difícil ter um patrocínio exclusivo, quando a gente consegue um que realmente está ali, contrato assinado certinho, tem que valorizar, não é fácil”.

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Confira nosso papo com o atleta abaixo: