Reportagens

Futebol deve ser sentido

Projeto de pentacampeão mundial, faz sucesso em Curitiba e se destaca no Futebol de 5

Emerson Carvalho é campeão paralímpico com a Seleção Brasileira - Foto: Pedro Saraiva

                O futebol de cinco é exclusivo para deficientes visuais. A participação nos Jogos Paralímpicos aconteceu, pela primeira vez, em Atenas 2004. Na cidade de Curitiba, o projeto “Maestro da Bola”, apadrinhado pelo pentacampeão mundial com a seleção, Ricardinho, vem fazendo um trabalho excepcional e resgatando a modalidade no estado do Paraná.
                No esporte, O goleiro tem visão total, cada time é formado por cinco jogadores. A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. A torcida só pode se manifestar na hora do gol. Os jogadores usam uma venda nos olhos que não podem ser tocadas, se acontecer, será marcada uma falta. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).
                O campeão paralímpico e atleta do time da Maestro, Emerson Carvalho possui uma grande experiência quando o assunto é futebol de cinco. Hoje, o atleta tem 34 anos, com uma longa carreira de muitas conquistas. Campeão com a seleção brasileira nos jogos Paraolímpicos de Londres 2012 tem como principal objetivo hoje levar a equipe para a série A e coroar o trabalho das pessoas que acreditaram no projeto, “eu vou dar o sangue para conseguirmos a vaga na série A 2019”. Carvalho se mostra otimista quanto à divulgação do esporte paralímpico, “está evoluindo muito a cada dia”. Ele ressalta que hoje a emissora SporTV, transmite a semifinal e a final da série A, algo que segundo o atleta não era possível imaginar que fosse possível alguns anos atrás.
                O jornalista, radialista e praticante do esporte, Henry Xavier voltou a praticar o futebol de cinco após algum tempo parado. “Agora estou tendo a oportunidade de atuar novamente com os meninos, para mim está sendo um prazer recuperar a forma e bater uma bola” conta sobre a experiência. Quando as paralímpiadas surgiram, Xavier, que trabalha com o jornalismo desde 2001, se perguntou o porquê de existir pouca mídia para acompanhar o segmento.  Ele destaca os atletas de renome que defendem a modalidade no estado do Paraná, como Tiago Paraná e o companheiro de equipe, Emerson Carvalho. O jornalista acredita que a equipe da Maestro está vindo para ganhar, “É um trabalho sério, o professor Mario Sérgio conduz muito bem esse trabalho, ele conhece, está no meio há muito tempo”.
                A equipe da Maestro possui profissionais muito competentes por trás das quadras. Esse é o caso de Marcelo Nascimento, membro da coordenação do time. Ele ressalta a importância dos patrocinadores e como isso ajuda a continuidade do projeto, “sem esses apoios seria muito difícil continuar com o projeto”. Nascimento explica um pouco mais sobre  o equipamento utilizado para jogo, uma bola de futsal com um guizo dentro para orientar os jogadores. A euforia e a inspiração que o embaixador do time, Ricardinho causa quando aparece em treinos e jogos segundo o membro da coordenação é muito grande, “os jogadores ficam bastante empolgados”. Quanto à questão de mídia do esporte paralímpico, o mesmo se mostra otimista: “Na última Paralímpiada no Rio, houve um bom público, o esporte vem sendo bem divulgado, a gente espera que haja aqui no Brasil um crescimento”.

Confira nossa entrevista com os jogadores:

Ouça nosso papo com o coordenador Marcelo Nascimento: