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Conheça a garra da Bocha Adaptada

Esporte é pouco visto no Brasil, porém, é apaixonante

Atletas paranaenses levam a sério o esporte que chegou no início dos anos 2000 no Brasil - Foto: Murilo Segalla

            A bocha paraolímpica começou a ser praticada na década de 70. Tendo sua estreia em jogos paraolímpicos na edição de  Stoke Mandeville/Nova York 1984. O Paraná é um estado com atletas de muita qualidade na modalidade. Um dos responsáveis por isso é o técnico Darlan França.
                França é profissional de educação física e está na modalidade desde o ano de 2002 devido a um convite de um amigo. Ele conta que a sede de treinamento mudou com o decorrer dos anos até chegar ao local atual, o campus da Universidade Federal do Paraná. O treinador explica que a  Federação paranaense de bocha paraolímpica possui a preocupação de ofertar campeonatos para quem está ingressando na modalidade e também para quem já pratica, “tem a função de desenvolver o esporte dentro do estado e alcançar novos atletas”. As mídias sociais trouxeram uma oportunidade grande para fazer a divulgação, “infelizmente não temos um profissional qualificado para fazer isso, conseguimos levar a bocha na escola ou alguns eventos”, explica França sobre o assunto.
                O atleta da modalidade, Felipe Antônio Sista, coleciona alguns títulos no esporte, como os  jogos escolares do Paraná e paralimpiadas escolares. Ele disputa a categoria Bc2 e demonstra afeto pela bocha: “eu já pensei em desistir, mas agora eu sei que eu gosto de jogar”.
Felipe Sista prova que o amor ao esporte está acima de qualquer dificuldade - Foto: Murilo Segalla
                A bocha teve um antecessor nos Jogos Paralímpicos: o lawn bowls, uma espécie de bocha jogada na grama, sendo a modalidade que o Brasil conquistou sua primeira medalha em Jogos Paralímpicos.
                A modalidade consiste em lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca. É permitido usar os pés, as mãos, instrumentos de auxílio e contar com ajudantes para aqueles atletas com maior comprometimento dos membros. Os atletas ficam em cadeiras de rodas e dentro de um espaço para poder realizar os arremessos. Homens e mulheres competem juntos nesse esporte.

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Confira nossa entrevista com o atleta e com o treinador: