Rugby Sobre Rodas: Uma mistura de adrenalina e velocidade
Em ascensão, esporte começa a conquistar seu espaço no Paraná e no Brasil |
| Locomotiva e Gladiadores representam o Paraná no Rugby em cadeira de rodas - Foto: Pedro Saraiva |
Com muita velocidade e muito contato, o Rugby em cadeira de rodas surgiu em Winnipeg, no Canadá em 1970. Só apareceu como esporte de demonstração nos jogos Paralímpicos de Atlanta, em 1996. Sua estreia oficial aconteceu em 2000, nas Paraolimpíadas de Sidney.
A
técnica da equipe Locomotiva de Campo Largo, Ane Ramiro, está a 2 anos e meio na
modalidade e assumiu o cargo em junho do ano passado. Ela trabalhou com
a cobertura midiática dos jogos Paralímpicos de 2012 e conta que a mídia sobre
o esporte adaptado é pouca comparado ao convencional. “Tratam o esporte e os
atletas de forma muito vitimada e não como atletas de alto rendimento”,
afirma a treinadora sobre o assunto.
A
equipe Locomotiva participa de dois campeonatos, o Brasileiro e a Copa Caixa.
Esse ano os resultados foram positivos para o time, saindo com o
vice-campeonato brasileiro e a conquista da segunda divisão da Copa Caixa.
O
atleta de Rugby em cadeira de rodas
desde o ano de 2011, Anderson Kaiss, participou em 2015 do pan-americano em
Toronto e das Paraolimpíadas do Rio em 2016. Ele destaca que qualquer
modalidade do esporte paralímpico no Brasil tem a dificuldade dos
investimentos, “A nossa grande promessa era depois dos jogos do Rio 2016, ter
novos investimentos”. Segundo Kaiss, o custo dos materiais é que o mais
dificulta o crescimento da modalidade, “Uma cadeira nacional para um atleta
estar iniciando custa de 6 a 7 mil, já para competir em nível internacional
passa de 20 mil reais”.
A
seleção brasileira possui uma história recente na modalidade. Tendo sua estreia
em Jogos Paralímpicos no Rio em 2016 e sendo eliminada na primeira fase após
cair em um grupo complicado.
O
objetivo principal da modalidade é ultrapassar a linha do gol com as duas rodas
da cadeira e a bola nas mãos. Os atletas são divididos em sete classes, de 0.5
até 3.5, de acordo com sua mobilidade e movimentos. Quanto maior a motricidade,
maior a nota. Os atletas com classificação mais altas formam o ataque e com
classificação mais baixa a defesa. As cadeiras de quem ataca são distintas de
quem defende, as cadeiras de defesa possuem um acessório na frente para travar
e não deixar o adversário passar. O tempo é dividido em 4 períodos de 8
minutos. Participam no esporte tanto homens quanto mulheres na quadra. A
somatória das classes em quadra não pode ultrapassar oito pontos. Para cada
mulher em quadra, mais 0.5 pode ser acrescentado ao limite de pontos da equipe.
Clique aqui e saiba mais sobre o Rugby em Cadeira de Rodas
Confira a entrevista da treinadora e do atleta:
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