Reportagens

Trevisan e Segatto: Uma dupla de ouro no Tênis de Mesa

Colecionadores de títulos pelo Brasil, atletas representam em alto nível o estado do Paraná e o país.

"Uma rede é o que separa você de seus sonhos" - Foto: Murilo Segalla

Acidentes são imprevistos que não temos controle nenhum ao longo de nossa vida. Eles podem chegar mudando e alterando toda nossa rotina de diversas formas diferentes. Esses são os casos de Cincler Trevisan e Claudio Segatto, atletas de tênis de mesa paraolímpico de Curitiba.
Trevisan tem 41 anos e começou a praticar o esporte após um acidente automobilístico logo que começou a fazer fisioterapia na ADFP (Associação dos deficientes físicos do Paraná). Mesmo com uma grande variedade de esportes, optou pelo tênis de mesa por se identificar e já ter praticado antes. “Hoje eu levo a sério e é o que me traz muitos benefícios” explicou.  Está lutando todos os dias para realizar o sonho de todo atleta, alcançar uma paraolimpíada.
Segatto está na modalidade desde o ano de 2001. Encontra-se no esporte paraolímpico em si desde o ano de 1999, após a amputação de uma perna devido a um câncer. Na reabilitação acabou tendo o primeiro contato com o basquete paraolímpico. Seu primeiro título em nível nacional foi em 2006, quando ganhou seu primeiro campeonato brasileiro. Já é 15 vezes campeão brasileiro, além de não perder um jogo desde 2007 no continente e ser o número  9 atualmente no ranking mundial. Possui uma vasta experiência internacional, colecionando participações em paraolimpíadas e campeonatos mundiais.
Michel Oliveira treinador de ambos, deixa em destaque a união e várias histórias que a equipe possui, “Temos uma amizade forte, como se fossemos irmãos”, “É gostoso ver eles realizarem seus sonhos” ressalta ainda o técnico. Conta um pouco sobre como é importante o patrocínio, “Sem patrocínio não conseguimos o material, uma bolinha profissional, apenas uma é aproximadamente 5 reais”.
A modalidade de Tênis de mesa Paraolímpico é divido em 5 sets até 11 pontos, onde o primeiro jogador a conquistar 3 sets ganha. É dividida em várias classificações dependendo do grau de deficiência do jogador, sendo as quais divididas em 3 grupos: Cadeirantes (modalidade que se encaixa os dois atletas entrevistados), variando de I à V, sendo que o número menor significa um maior grau de deficiência, andantes e deficiência mental.
Os dois atletas lembram como essas dificuldades mexeram com seus psicológicos. “Eu tinha acabado de perder uma perna e a parte psicológica é a mais complicada, foi no esporte que encontrei uma maneira de enfrentar isso” destaca Segatto. Trevisan se mostra positivo diante as dificuldades, “Somos nós que colocamos os limites, nós seres humanos não sabemos a força que nós temos”. O mesmo finaliza com uma frase motivadora e muito inspiradora: “O homem lá de cima me deu  um limão e desse limão eu fiz uma limonada, a vida é bela, basta você saber viver ela da melhor maneira possível”.

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Confira nossa entrevista com a dupla, e ouça abaixo na íntegra nossa emocionante conversa com o treinador Michel Oliveira: