O time que driblou as dificuldades nas quadras
Como um time de basquete sobre rodas superou os traumas e deu a volta por cima nas quadras. |
| Time ADAPP de Pinhais-PR reúne histórias de superação no basquete sobre rodas - Foto: Murilo Segalla |
Não
há duvidas que o esporte muda a vida das
pessoas. Esse é o caso de Carlos Avelar de 50 anos, presidente da federação de
basquete sobre rodas e presidente do clube ADAPP, de Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Após um acidente
automobilístico em 2004 acabou ficando
tetraplégico tendo o basquete como uma das formas de dar a volta por cima.
Durante
a entrevista contou que depois do imprevisto só conseguia mexer a cabeça, porém
graças a uma boa reabilitação consegue realizar diversas coisas. “Hoje tenho
movimentação de braços, dirijo meu carro, dirijo caminhão, graças a boa
reabilitação e ao esporte”. Avelar já possuía 36 anos de idade quando acabou
sofrendo a lesão, ou seja, teve que aprender a conviver com a suas
dificuldades. Relata que no começo foi difícil aceitar que não voltaria mais a
andar.
O
seu início no basquete foi algo inusitado, “eu fazendo reabilitação e o técnico
passava e me convidava para jogar basquete, até o dia que eu fui, sentei na
cadeira e nunca mais saí de lá”. Quando começou a investir na modalidade, era a
única equipe paranaense que existia. Hoje em dia são 11 equipes e Carlos é o
presidente da federação Paranaense de basquete sobre cadeira de rodas tendo
apenas a quinta série, entretanto com uma grande vivência e experiências de
vida. Desabafa ainda que a grande dificuldade é a material, já que o custo das
cadeiras é muito elevado, “se eu tivesse condição de ter cadeira, teria 50
atletas treinando aqui hoje.”
Quanto
a modalidade em si é semelhante ao basquete convencional, tendo algumas
diferenças como um limite de pontos para entrar em quadra. Os atletas são
avaliados conforme o comprometimento físico-motor em uma escala de 1 a 4,5.
Quanto maior a deficiência, menor a classe. A soma de pontos na equipe de cinco
pessoas não pode ultrapassar 14. Com exceção se tiver uma mulher ou um menor de
idade em quadra, passando então para 15 pontos limites.
A história de vida do
hoje presidente de federação choca e emociona as pessoas. Hoje comandando o
time de fora, ainda deixa seu legado entre as quatro linhas. Seu filho Kauan, um
garoto de 13 anos que possui paralisia cerebral, mas devido ao basquete vive
uma vida normal e não deixa o seu problema ser um empecilho para amar o esporte
e brilhar dentro da quadra, “Kauan não andava, não falava e está aí ele hoje,
um exemplo que a gente leva para todo lugar”. Assim como os dois, todos esses atletas
acharam uma saída para a dificuldade no esporte e como finaliza Avelar dizendo:
“Eu não nasci deficiente, eu adquiri essa condição e hoje eu virei um leão para
defender isso aqui”.
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Assista nossa entrevista com Carlos, abaixo: