Reportagens

Mais que um projeto social, um esporte

 Time de vôlei sentado de Curitiba enfrenta a falta de mídia e patrocínio para buscar títulos nas quadras

Volei Sentado é mais um paradesporto a sofrer com a falta de apoio - Foto: Murilo Segalla
          O time de Voleibol Sentado do Círculo Militar já possui um ano e meio de existência. Além de conter também um técnico com muita história fora das quadras. Esse é Marcelo de Oliveira, que já está há mais de 14 anos no esporte. A modalidade chegou no Brasil em 2003, e após ter trabalhado no vôlei convencional, o treinador embarcou em 2004 no vôlei sentando, modalidade que no qual se apaixonou.
            Oliveira afirma que a equipe é muito afetada com problemas de divulgação, pelo fato de não ser visto como um esporte e sim como um projeto social. Ele destaca que não será fácil mudar isso, “É cultural, não tem como mudar da noite para o dia.”
            O Voleibol Sentado possui praticamente as mesmas características ao convencional. Dividido por sets, tendo como objetivo marcar 25 pontos. Cada equipe é composta por 12 jogadores, sendo que apenas 6 ficam em quadra. As principais diferenças restringem-se a medida da quadra e a altura da rede. Existem também as classificações divididas em 9 classes conforme a deficiência de cada atleta.
Treinador Marcelo de Oliveira tem 14 anos de experiência no Volei Sentado - Foto: Murilo Segalla
            Para o time continuar em funcionamento, o técnico ressalta a importância de fazer parcerias, como a parceria com o Círculo Militar, que paga os profissionais e algumas viagens para competições. Oliveira conta que a dificuldade de divulgação afeta inclusive no momento de conseguir novos atletas. Ele destaca que geralmente as pessoas que sofrem um acidente automobilístico acabam ficando com trauma, necessitando um processo de reabilitação: “A pessoa que sofre um acidente hoje  e perde uma perna, demora um ano, em média, para vir ao esporte e entrar na quadra.”
            O treinador conclui colocando em evidência o amor que tem pelo esporte: “Ver essa alegria na cara deles em competir com outros deficientes, não tem preço que pague, eu faço isso com muito amor”. Garante ainda que os cobra como atletas para que possam ser campeões e ganhar títulos: “Esse é o maior objetivo, é o orgulho”, finaliza Oliveira.

Saiba mais sobre o Vôlei Sentado

Confira abaixo nossa entrevista com o treinador da equipe: